GÊNERO TEXTUAL - MANIFESTO

     Estruturalmente escrito, em muitos casos, em forma de dissertação, o Manifesto também pode aparecer mais livre de regras, contudo, é necessário manter alguns itens durante sua elaboração, como por exemplo: título, desenvolvimento e explanação da questão abordada, argumentação bem fundamentada para defesa do ponto de vista do escritor, além de data, local e assinatura do(s) idealizador(es) e apoiadores. Outra característica, mas não uma obrigatoriedade, é a frequência com que se encontram vocativos neste gênero textual.
    Ao termo manifesto é muito comum associar temas políticos. Direcionado a múltiplos receptores, é um depoimento público com fins e propósitos determinados, que intenciona a denúncia e/ou chamar a atenção para certo assunto, e tem como princípio básico convencer os leitores/ouvintes, com alusão à convocação. Por isso, o aparecimento de verbos no imperativo e no presente do indicativo é comum, causando uma aproximação com o recebedor e também uma imposição ao cumprimento do que se idealiza.

Pode-se considerar o manifesto como um gênero textual atemporal, visto que existem diversos deles de bastante tempo atrás, como por exemplo o “Manifesto Comunista“, que tem sua primeira publicação datada em 1848. Mesmo com tantos anos de existência, é um documento importante, tendo em vista sua contribuição para a política e aos seguidores do comunismo. Em contrapartida a manifestos antigos, também a elaboração de novos textos seguindo tal estrutura é um fato presente.

     Assim como o exemplo citado anteriormente, porém não tão antigo, mas completando uma década neste ano, o “Manifesto Futurista” também foi um marco na época em que foi escrito e até os dias atuais é lembrado pelas influências causadas. Credita-se a ele o nascimento do “Futurismo“, movimento artístico e literário do século vinte. No segundo item do manifesto, evoca-se “A coragem, a audácia, a rebelião, serão elementos essenciais da nossa poesia“. Exemplificando, aqui, a intenção do gênero textual em questão, que tem como finalidade mostrar as características necessárias para compor um poema.

Referências:
http://www.culturabrasil.pro.br/manifestocomunista.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Manifesto
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u505985.shtml
http://www.dhnet.org.br/desejos/textos/futurista.htm

O DISCURSO NA PUBLICIDADE

     Num texto específico e redigido para apresentar uma ideologia, afirmá-la e conquistar, por meio do texto, a opinião favorável do leitor, segue basicamente os passos da argumentação, convencimento e persuasão.
    Num discurso, o ato de convencer está relacionado com a razão, utilizando o raciocínio lógico e exemplos objetivos. A persuasão é um passo de caráter ideológico, subjetivo e intemporal.
    Persuadir é atingir a vontade e o sentimento do leitor, conquistando a sua adesão. Em suma, convencer é trabalhar sobre os meandros da “mente” e, persuadir, um ato “emocional”.
     Na arte retórica, o filósofo Aristóteles apresenta três gêneros da retórica:
Deliberativo;
Judiciário;
Demonstrativo;
     O deliberativo, relacionado ao futuro, é referente ao ato de aconselhar ou desaconselhar para situação ou ação futura. O judiciário, relacionado ao passado, é utilizado para a acusação e defesa de fatos pretéritos. O gênero demonstrativo, ligado ao tempo presente, tem o objetivo de afirmar ou censurar o estado atual das coisas.
     No texto publicitário predomina o gênero deliberativo, após demonstrar o estado atual do produto (marca, características, preço, ofertas, vantagens, etc), o texto publicitário delibera, aconselha, expressa uma ordem de consumo , sempre favorável ao consumidor.
Fontes:
Carrascoza, João Anzanello. A evolução do texto publicitário, São Paulo, Ed.Futura, 2005.
Carrascoza, João Anzanello. Redação Publicitária, São Paulo, Ed.Futura, 2003.

GÊNERO TEXTUAL - RESENHA CRÍTICA - LIVROS

     Toda resenha é uma descrição detalhada a respeito de determinado conjunto de fatos. A resenha crítica é a apresentação do conteúdo de uma obra. O resenhista é aquele que escreve resenha e que possui a capacidade de redigir um resumo a respeito da leitura, formulando um conceito de valor de determinada obra literária.
     A resenha crítica apresenta determinado nível de julgamento sobre a obra literária e sobre uma peça teatral, um roteiro de cinema e TV, descrição de método científico, entre outras categorias de obras. O resenhista crítico deve escrever de maneira impessoal, sem demonstrar sarcasmo ou comicidade em sua opinião.
     A resenha deve apresentar um posicionamento técnico a partir de uma análise sobre a obra, expondo o resumo do conteúdo e o nível de sua importância. Em suma, apresenta o conteúdo de uma obra com uma avaliação técnica e crítica.
     O objetivo da resenha crítica é informar o leitor a respeito do assunto de determinado livro, a contribuição do autor, sempre de maneira objetiva e educada, sem menosprezar de maneira vulgar o conteúdo analisado. Evidencia também o trabalho do autor sobre as abordagens, seu nível de conhecimento e o valor de sua teoria.
     O resenhista crítico mostra as falhas presentes na obra, informações desencontradas e, quando merecido, dar elogios ponderados, sem “rasgar a seda”. Apesar de sua análise técnica e equilibrada, o resenhista não possui o direito e deturpar o conteúdo do livro e o pensamento do autor da obra.
     Não pode dizer como deveria ter escrito, ressaltando suas próprias qualidades, pormenorizando o valor do autor da obra analisada. O resenhista precisa ter conhecimento completo da obra, competência na matéria ( se a obra aborda assuntos médicos, por exemplo, o resenhista precisa ter domínio sobre o assunto), capacidade de juízo de valor (utilizando visão técnica e impessoal), independência de juízo, correção, e respeitar o pensamento do autor.
     Ninguém tem tempo para ler todos os livros indicados, para não perder tempo de trabalho intelectual, o melhor recurso é recorrer às resenhas das obras, que auxilia na decisão de ler ou não ler determinada obra. A resenha ajuda muito na elaboração de estudos científicos e elaboração de monografias.
     Em sua estrutura a resenha deve conter a referência bibliográfica, credenciais do autor, conhecimento sobre ideia e tema do conteúdo, conclusão do autor, método e embasamento usado pelo autor, e a apreciação a respeito do julgamento da obra.
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Resenha_crítica
Lakatos, Eva Maria e Marconi, Marina. Fundamentos da Metodologia Científica. São Paulo. Ed.Atlas,1991.

                MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA

     O Museu da Língua Portuguesa, também denominado Estação Luz da Nossa Língua, foi aberto para visitação pública no dia 21 de março de 2006. Ele está situado no antigo prédio da Estação da Luz, localizado no Bairro da Luz, repleto de histórias e fatos marcantes da trajetória da cidade de São Paulo. Esta instituição foi idealizada pela Secretaria da Cultura desta metrópole, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, com um orçamento avaliado em torno de 37 milhões de reais.
      Este órgão cultural, ao se propor a expor um patrimônio considerado imaterial, ou seja, a língua brasileira, teve que recorrer a formas diferenciadas e extremamente modernas de exposição, o que o distingue de instituições similares, tanto no âmbito nacional quanto no externo.
     Desta forma foi concebido um aparato tecnológico super avançado, que permite ao público interagir com o objeto ali exposto. Hoje a forma de se lidar com um legado cultural como este, de natureza não material, é debatida amplamente em todo o planeta, revelando-se um assunto de grande significado e de intensa complexidade.
     No Brasil os profissionais deste ramo já são amparados por leis exclusivas, que permitem o tombamento da língua nacional em todos os seus aspectos, preservando e conferindo alto valor à sua cultura. A museologia brasileira, assim, revela-se, em um universo completamente globalizado, na vanguarda em relação a outras partes do mundo, uma vez que o patrimônio imaterial marca a diferença entre as variadas civilizações.
     O Museu da Língua Portuguesa tem como meta, portanto, instaurar um ambiente dinâmico que abrigue a língua luso-brasileira, procurando desta forma surpreender o público com suas características desusadas e não conhecidas do povo brasileiro. A intenção é associar o saber e o prazer, despertando em cada um o desejo de conhecer mais o seu próprio idioma.
     Esta instituição tem como alvo principalmente os habitantes do Brasil, procurando atingir indivíduos procedentes das mais diversas áreas e dos mais variados estratos sociais do território brasileiro, ansiosos por ampliar seus conhecimentos sobre sua língua, desde os aspectos históricos até os de natureza linguística.

     Este Museu abriga três andares. No primeiro há um salão próprio para as mostras temporárias. No segundo há uma Grande Galeria, na qual se encontra uma tela que mede 106 metros e está apta para exibir simultaneamente diferentes filmes que abordam a Língua Portuguesa no seu uso diário pelos brasileiros; as Palavras Cruzadas, uma espécie de totens devotados a demonstrar como outros idiomas e outras nações inspiraram a gênese e o desenvolvimento do idioma cultivado no Brasil; a Linha do Tempo, que com meios interativos permite ao público ter uma noção mais ampla da História da Língua Portuguesa; o Beco das Palavras, ambiente que, através de um jogo eletrônico, possibilita aos visitantes desenvolverem uma atividade lúdica com a elaboração de palavras, tarefa que lhes ensina o nascimento e o sentido destes vocábulos; História da Estação da Luz, composta por painéis que revelam um pouco da história deste edifício.
     No terceiro andar há um auditório, onde se exibe uma película de 10 minutos sobre a gênese da Língua Portuguesa como é conhecida no Brasil; e a Praça da Língua, de certa forma um "planetário da Língua", com projeção de imagens e sons, os quais são compostos por textos literários elaborados no idioma nacional, organizados por José Miguel Wisnik e Arthur Nestrovski.
     Os elevadores também permitem ao público vivenciar as exposições ali abrigadas, pois proporcionam uma visão panorâmica da escultura conhecida como ‘árvore de palavras’, idealizada por Rafic Farah, a qual tem a dimensão de 16 metros de altura. Sem falar que aí é possível ouvir um mantra criado pelo poeta Arnaldo Antunes, composto pelos termos "língua" e "palavra" nas mais variadas línguas.
     Neste local já foram expostas as obras de João Guimarães Rosa – Grande Sertão Veredas -; Clarice Lispector e Gilberto Freyre.
Fontes
http://www.museulinguaportuguesa.org.br/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_da_Lí­ngua_Portuguesa

COLOCAÇÃO PRONOMINAL:PRÓCLISE, MESÓCLISE, ENCLISE


    Colocação Pronominal (próclise, mesóclise, ênclise)
      É o estudo da colocação ( posição ) dos pronomes oblíquos átonos (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes) em relação ao verbo.
     Os pronomes átonos podem ocupar 3 posições: antes do verbo (próclise), no meio do verbo (mesóclise) e depois do verbo (ênclise).
       Esses pronomes se unem aos verbos porque são “fracos” na pronúncia.
                                                      PRÓCLISE
      Usamos a próclise nos seguintes casos:
(1) Com palavras ou expressões negativas: não, nunca, jamais, nada, ninguém, nem, de modo algum.
- Nada me perturba.
- Ninguém se mexeu.
- De modo algum me afastarei daqui.
- Ela nem se importou com meus problemas.
(2) Com conjunções subordinativas: quando, se, porque, que, conforme, embora, logo, que.
- Quando se trata de comida, ele é um “expert”.
- É necessário que a deixe na escola.
- Fazia a lista de convidados, conforme me lembrava dos amigos sinceros.
(3) Advérbios
- Aqui se tem paz.
- Sempre me dediquei aos estudos.
- Talvez o veja na escola.
OBS.: Se houver vírgula depois do advérbio, este (o advérbio) deixa de atrair o pronome.
- Aqui, trabalha-se.
(4) Pronomes relativos, demonstrativos e indefinidos.
- Alguém me ligou? (indefinido)
- A pessoa que me ligou era minha amiga. (relativo)
- Isso me traz muita felicidade. (demonstrativo)
(5) Em frases interrogativas.
- Quanto me cobrará pela tradução?
(6) Em frases exclamativas ou optativas (que exprimem desejo).
- Deus o abençoe!
- Macacos me mordam!
- Deus te abençoe, meu filho!
(7) Com verbo no gerúndio antecedido de preposição EM.
- Em se plantando tudo dá.
- Em se tratando de beleza, ele é campeão.
(8) Com formas verbais proparoxítonas
- Nós o censurávamos.
                                                     MESÓCLISE
Usada quando o verbo estiver no futuro do presente (vai acontecer – amarei, amarás, …) ou no futuro do pretérito (ia acontecer mas não aconteceu – amaria, amarias, …)
- Convidar-me-ão para a festa.
- Convidar-me-iam para a festa.
Se houver uma palavra atrativa, a próclise será obrigatória.
- Não (palavra atrativa) me convidarão para a festa.
                                                    ÊNCLISE
Ênclise de verbo no futuro e particípio está sempre errada.
- Tornarei-me……. (errada)
- Tinha entregado-nos……….(errada)
Ênclise de verbo no infinitivo está sempre certa.
- Entregar-lhe (correta)
- Não posso recebê-lo. (correta)
Outros casos:
- Com o verbo no início da frase: Entregaram-me as camisas.
- Com o verbo no imperativo afirmativo: Alunos, comportem-se.
- Com o verbo no gerúndio: Saiu deixando-nos por instantes.
- Com o verbo no infinitivo impessoal: Convém contar-lhe tudo.

OBS.: se o gerúndio vier precedido de preposição ou de palavra atrativa, ocorrerá a próclise:
- Em se tratando de cinema, prefiro o suspense.
- Saiu do escritório, não nos revelando os motivos.
COLOCAÇÃO PRONOMINAL NAS LOCUÇÕES VERBAIS
Locuções verbais são formadas por um verbo auxiliar + infinitivo, gerúndio ou particípio.
AUX. + PARTICÍPIO: o pronome deve ficar depois do verbo auxiliar. Se houver palavra atrativa, o pronome deverá ficar antes do verbo auxiliar.
- Havia-lhe contado a verdade.
- Não (palavra atrativa) lhe havia contado a verdade.
AUX. + GERÚNDIO OU INFINITIVO: se não houver palavra atrativa, o pronome oblíquo virá depois do verbo auxiliar ou do verbo principal.
Infinitivo
- Quero-lhe dizer o que aconteceu.
- Quero dizer-lhe o que aconteceu.
Gerúndio
- Ia-lhe dizendo o que aconteceu.
- Ia dizendo-lhe o que aconteceu.
Se houver palavra atrativa, o pronome oblíquo virá antes do verbo auxiliar ou depois do verbo principal.
Infinitivo
- Não lhe quero dizer o que aconteceu.
- Não quero dizer-lhe o que aconteceu.
Gerúndio
- Não lhe ia dizendo a verdade.
- Não ia dizendo-lhe a verdade.

TRISTÃO E ISOLDA



     A história de Tristão e Isolda é uma interpretação literária de antiga lenda celta do século IX. Ela narra, basicamente, as aventuras e desventuras de um jovem casal apaixonado, o qual necessita vencer complexas adversidades político-sociais para se unir definitivamente.



     Este relato se passa durante o reinado do Rei Marco, escocês que teria ocupado o trono de 780 a 785. Quanto a esta história ser baseada em fatos reais, não há um consenso entre os historiadores, sendo praticamente impossível encontrar uma fonte comum para esta narrativa, embora ela esteja presente entre os mais variados povos antigos. Seus ecos ancestrais remontam ao princípio do século XII, sob formas e versões distintas, as mais remotas provindo da cultura popular dos celtas que habitavam o norte da França. Os textos mais populares pertenciam a dois poetas deste período, Tomás da Inglaterra e Béroul. Suas recriações desta lenda apresentavam diferenças muito sutis, porém detinham a mesma essência histórica.
   Com a ajuda de Maria da França, hábil em transcrever romances de cavalaria já conhecidos, muitos deles ainda transmitidos oralmente, a narrativa de Tristão e Isolda tornou-se célebre. Normalmente a história se desenrola na Cornualha, península da Grã-Bretanha, reino de Marco. Tristão, logo cedo, vê sua vida invadida pela dor, com a morte da mãe, Blanchefleur, e do pai, Rivalen, quando este perde seu reino, Loonois, em uma árdua batalha. Criado pelo cavaleiro Rohalt, de quem se julgava filho legítimo, foi sequestrado por comerciantes da Irlanda e abandonado na Cornualha, região na qual tem contato com o rei, sem saber que ele é seu tio.
     O pai adotivo o localiza e lhe conta a verdade sobre suas origens. Preparado para recuperar sua terra natal, Tristão se empenha neste empreendimento e doa seu reino para Rohalt, retornando à companhia do tio, também ciente da verdade. O herói era então já famoso por ser um bravo guerreiro e virtuoso harpista. Para libertar o rei de um débito com a Irlanda, ele se dispõe a duelar com Morholt, a quem vence, mas é seriamente envenenado pela espada do adversário. Colocado em um barco, à deriva no mar, ele é levado às costas da Irlanda, tratado e curado pela princesa Isolda, por quem se apaixona.
     O destino, porém, reserva a Isolda o matrimônio com Marco, e Tristão, resignado, volta à Irlanda com a missão de levar a princesa para o tio. Aqui variam algumas versões; em umas, Tristão simplesmente traz consigo Isolda, e ambos tomam um filtro do amor preparado pela aia da nobre, e são então dominados por uma intensa paixão; em outras, Tristão vence um dragão, é prometido para a bela princesa, mas renuncia a ela por fidelidade ao seu tio, porém não consegue resistir quando ambos tomam uma poção mágica.
     De uma forma ou de outra, eles se tornam amantes, ela se casa com o rei, eles dão sequência ao seu romance, até serem descobertos, quando Tristão foge. Há algumas variantes nesta lenda, mas ao final da história ambos morrem, ele envenenado, ela quando sorve parte do veneno ao beijá-lo. Seus corpos são encontrados abraçados e entrelaçados.
     Este padrão de amor, honra e traição, é encontrado nos mais variados idiomas. Esta história é registrada na Irlanda, com os protagonistas conhecidos como Diarmat e Grainne, e o rei, Fionn mac Cumhail, é um irlandês já idoso. Há também relatos persas, italianos, espanhóis holandeses, entre outros. Alguns associam igualmente esta lenda ao ciclo arturiano, depois do século XIII, no qual está presente o famoso triângulo amoroso envolvendo o rei Arthur, sua esposa Guinevere e seu melhor amigo, o cavaleiro Lancelote.
     Romeu e Julieta, de William Shakespeare, se inspirou nos versos do poeta Arthur Brooke, lançados em 1562, que por sua vez foi influenciado pelas narrativas de Tristão e Isolda. O famoso compositor alemão Richard Wagner criou a célebre ópera em três atos Tristão e Isolda, baseado nos contos celtas. No cinema esta história chegou ainda na época do cinema mudo, em 1909, na França, Tristan et Yseult. O diretor Jean Delannoy leva às telas, em 1948, a película francesa O Eterno Retorno. Recentemente, em 2006, estreou a adaptação de Ridley Scott, protagonizada por James Franco.
Fontes
http://web.educom.pt/cresines/jornal11/tristao.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Trist%C3%A3o_e_Isolda
http://www.galeon.com/projetochronos/

LETRAMENTO - O QUE É?


     Um dos fatores que levam ao surgimento de novas palavras na língua é a necessidade de se nomear algo novo, seja um invento, uma ideia, um fenômeno. Hoje falaremos de um vocábulo que tem sido empregado com frequência nos últimos anos, principalmente na esfera da educação, é o letramento.
     Para explicarmos o sentido dessa palavra e o seu surgimento, recorremos à professora doutora  Magda Soares. De acordo com a pesquisadora, à medida que um número cada vez maior de pessoas aprende a ler e a escrever, que o analfabetismo vai sendo superado, um novo fenômeno se evidencia: não basta aprender a ler e a escrever. Muitas vezes as pessoas se alfabetizam, mas não se envolvem com práticas sociais de leitura e de escrita, isto é, não leem livros ou jornais, não preenchem formulários, não redigem cartas ou e-mails… No entanto, percebemos que nossa sociedade está cada vez mais centrada na escrita, daí a necessidade de as pessoas incorporarem as práticas de leitura e de escrita. Esse novo fenômeno que surgiu foi nomeado de letramento que é, portanto, o estado ou condição de quem não apenas sabe ler e escrever, ou seja, foi alfabetizado, mas cultiva e exerce as práticas sociais que usam a escrita. Certamente quanto mais cultivarmos essas práticas, maior poderá se tornar nossa compreensão do que está em nossa volta e nossa participação na sociedade.

Fonte: Letramento: um tema em três gêneros – Magda Soares