FINALMENTE! APROVADOS NO MECENATO 2013! É A ASSOCIAÇÃO CONFRARIA DAS LETRAS!



Livro, Leitura e Literatura 


Projeto Proponente

Publicação do Livro Contos & Mil Encantos - Coletânea de Contos de

Alunos das Escolas Municipais Jurandy de Arruda Neto 


Livro A Memória do Patrimônio Musical De Joinville: Uma

Abordagem Sócio-Histórica E Cultural Rosenete Marlene Eberhardt 


Publicação do Livro JUNTOS A PENAS - Coletânea de Autores da

Associação Confraria das Letras Odenilde de Nogueira Martins


Teatro: Cinco Peças de Borges de Garuva Silvio Arlindo Borges

Margareth Fiorini: 50 anos de Literatura Margareth Izilda Fiorini


Nem Romeu, Nem Julieta Josias de Oliveira 


A Vitória de Cada Dia Hilda Maria Feitosa Donat 


Joinville: Idas e Vindas, Mitos e Memórias Sonia Regina Reis Pegoretti

UM POUCO DE GILBERTO MENDONÇA TELES


Gilberto Mendonça Teles nasceu em 30 de junho de 1931 na cidade de Bela Vista de Goiás, uma cidade de pouco mais de 60 mil habitantes localizada a 45 km de Goiânia. Seus habitantes costumam denominá-la poeticamente por um verso de Leo Lynce: 'terra dos buritizais sussurrantes'. Porque as folhagens dos buritizais de lá parecem sussurrar entre si, uma vez tocadas pelo vento, quando então emitem aquele cicio tão característico. Ora, designação verdadeiramente bela e lírica para o berço natal de um poeta e ensaísta como Gilberto Mendonça Teles.
Gilberto formou-se em Direito e Letras Neolatinas pela Faculdade de Filosofia da Universidade Católica de Goiás e em Direito pela UFG, sendo professor-fundador destas duas universidades. Após isso, concluiu o seu doutorado em Letras e Livre-docente em Literatura Brasileira pela PUC-RS. Nessa mesma época, forma-se como professor de Língua Portuguesa pela Universidade de Coimbra, em Portugal. Gilberto é o ocupante, desde 11 de março de 1962, da cadeira de número 11 da Academia Goiana de Letras, que fora originalmente destinada ao Príncipe da Poesia Goiana, Leo Lynce. Por grata coincidência, o próprio Gilberto Mendonça Teles foi eleito como atual Príncipe dos Poetas Goianos.

Em 1970 foi contratado como professor titular de Língua Portuguesa pela PUC-Rio, onde trabalha até hoje. É professor catedrático visitante de literatura brasileira nas universidades de Lisboa,Universidade de Rennes, Chicago e Salamanca. Como poeta e crítico literário pertence a várias instituições especializadas, dentre elas, Société de Linguistique Romane, em Paris, Sociedade de Língua Portuguesa, em Lisboa, Asociación de Estudios Lingüísticos, em Montevidéu, Academia Goiana de Letras, em Goiânia, Academia de Filologia, no Rio de Janeiro, Academia Carioca de Letras e PEN Clube do Brasil. É membro da Academia Brasileira de Filosofia, cujo patrono da cadeira é Gustavo Corção.

Gilberto Mendonça Teles é, também, acadêmico correspondente da Academia das Ciências de Lisboa. Além disso, foi eleito, em 1979, pela Academia Feminina de Letras e Artes de Goiás, o Príncipe dos Poetas de Goiás.

É considerado o escritor goiano mais famoso na Europa, tendo os seus livros escrito em diversas línguas. Recebeu pelo conjunto de sua obra, o prêmio Machado de Assis, considerado o maior prêmio literário do Brasil, pela Academia Brasileira de Letras. Em 31 de janeiro de 1999, teve duas obras suas, A Raiz da Fala (1972) e Hora Aberta (1986), incluídas, por um seleto júri escolhido pelo jornal O Popular de Goiânia, dentre as 20 obras obras literárias mais importantes do século XX em Goiás, sua terra.

Em 2002, considerado o Intelectual do Ano, ao receber o Prêmio Juca Pato. Foi homenageado na Bienal do Livro do Rio de Janeiro em 2005 ("50 anos da Literatura de Gilberto Mendonça Teles"), daí surgiu a obra A plumagem dos nomes, com 812 páginas de cartas, depoimentos, estudos e reconhecimento ao ícone literário brasileiro.
Livros de Poesia
Alvorada. Goiânia: Escola Técnica de Goiânia, 1955.
Estrela-d'Alva. Goiânia  Brasil Central, 1956. Premio Félix de Bulhões, da Academia Goiana de Letras.
Planície. São Paulo: Revista dos Tribunais, 1958. Prêmio de Publicação da Bolsa Hugo de Carvalho Ramos, da Prefeitura Municipal de Goiânia.
Fábula de Fogo. São Paulo: Revista dos Tribunais. 1961. Prêmio Leo Lynce, da União Brasileira de Escritores, Seção de Goiás.
Pássaro de Pedra. Goiânia  Escola Técnica de Goiânia  1962. Premio Álvares de Azevedo, da Academia Paulista de Letras.
Sonetos do Azul sem Tempo. Goiânia  Publicados em O Popular, em 1964, e incluídos em Poemas Reunidos, em 1978.
Sintaxe Invisível. Rio de Janeiro: Cancioneiro de Orfeu, 1967.
La Palabra Perdida (Antología). Trad. de Gastón Figueira. Montevidéu: Barreiro y Ramos, 1967. 2a. ed. en Casa de Vidrio.
A Raiz da Fala. Rio de Janeiro: Gernasa / INL, 1972. Prêmios: Secretaria de Educação e Cultura do Distrito Federal, do V Encontro Nacional de Escritores (1970) e Olavo Bilac, da Academia Brasileira de Letras (1971).
Arte de Armar. Rio de de Janeiro: Imago, 1977; 2a. ed., Imago, 1977. Prêmios: Banco Bandeirantes. da Sociedade Amigas da Cultura, Belo Horizonte (1976) e Brasília de Poesia, do XII Encontro Nacional dos Escritores, Brasília (1978).
Poemas Reunidos Rio de Janeiro: José Olympio / INL, 1978; 2a. ed., José Olympio, 1979; 3a. ed., Jose Olympio, 1986, com o titulo de Hora Aberta.
Plural de Nuvens. Porto: Gota de Água, 1984; 2a. ed., Rio de Janeiro: José Olympio 1990.
Saciología Goiana. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira / INL, 1982: 3a. ed. Goiânia: Conselho de Cultura de Goiás, 1987.
Hora Aberta. (3a. ed. dos Poemas Reunidos). Rio de Janeiro: José Olympio, 1986. Prêmio Cassiano Ricardo do Clube de Poesia de São Paulo (1987); Prêmio Machado de Assis (conjunto de obras), da Academia Brasileira de Letras, em 1989; 4a. ed. Rio de Janeiro: Lacerda Editores, 1999.
Falavra (Antologia Poética). Prefácio de Arnaldo Saraiva. Lisboa: Dinalivros,1990. Autores Brasileiros.
L ´Animal (Anthologie Poétique). Trad. De Christine Choffey. Prefácio de Jean-Claude Elias. Paris: L Harmattan, 1990. Poètes de Cinq Continente.
Nominais (Seleção de poemas de sintaxe nominal e visual). Prefácio de João Ricardo Moderno. Vitória: Nejarim, 1993.
Os Melhores Poemas de Gilberto Mendonça Teles. Seleção e estudo de Luiz Busatto. São Paulo: Global, 1993. 2a. ed. Global, 1994.
& Cone de Sombras. São Paulo: Massao Ohno, 1995.
Sonetos (Reunião). Prefácio do autor. Rio de Janeiro: Edições Galo Branco, 1998.
Casa de Vidrio (Antología Poética). Trad. De Gastón Figueira y Dardo Eyherabide. Prefácio de D. Angel Marcos de Dios. Salamanca: Luso-Española de Ediciones, 1999.
Hora Aberta. [3ª ed. dos Poemas Reunidos]. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1986. Edição comemorativa dos 30 anos de poesia do Autor. Contém nota do Autor, reprodução das capas de seus livros, algumas partituras de poemas musicados, sombra de seu perfil e bibliografia completa. Prêmio Cassiano Ricardo do Clube de Poesia de São Paulo (1987); Prêmio Machado de Assis [Conjunto de Obras], da Academia Brasileira de Letras, 1989. 592 p. 4ª ed. aumentada com Alvorada, Estrela-d’alva e Poemas Avulsos (inéditos). Organizada por Eliane Vasconcellos.Petrópolis, RJ: Vozes, 2003. Pref. de Ángel Marcos de Dios. Cronologia da Vida e Obra, Iconografia, Fortuna Crítica e Bibliografia de e sobre o Autor. 1114 p.
Caixa de Fósforos (Poemas Dedicados e Circunstanciais). São Paulo: Giordano, 1999. Prefácio do Autor. 112 p. 2ª ed. aumentada em Hora Aberta, 4ª ed.
Álibis. Joinville, SC: Sucesso Pocket, 2000. Capa de Vitor Burton. 110 p.
Arabiscos. Na 4ª ed. de Hora Aberta.
Improvisuais. Na 4ª ed. de Hora Aberta
Linear G. São Paulo: Hedra, 2011.
Antologias de Poesia
Poemas de Gilberto Mendonça Teles. In: Revista de Cultura Brasileña, Madrid, nº 23, diciembre de 1967. Cubierta de Ángel Crespo y Gómez Bedate. 20 p.
La Palabra Perdida . Montevidéu: Barreiro y Ramos, 1967. 96 p. 2ª ed. Casa de Vidrio.
Falavra. Lisboa:Dinalivros,1990. Pref. de Arnaldo Saraiva. Capa de Ana Filipa.148 p.
L’Animal. Paris: L’Harmatan, 1990. Trad. de Christine Chauffey. Pref. de Jean-Claude Elias. (Poètes de Cinq Continents). 82 p.
Nominais (Seleção de poemas de sintaxe nominal e visual). Vitória: Nejarim, 1993. Pref. de João Ricardo Moderno. Capa de Gonçalo Ivo. Apêndice Seleção de Estudos de José Fernandes sobre os poemas visuais do Autor. 120 p.
Os Melhores Poemas de Gilberto Mendonça Teles. São Paulo: Global, 1993 Seleção e estudo de Luiz Busatto. 2ª ed. Idem, 1994. 3ª ed. Idem, 2001. 4ª ed. aumentada, idem, 2006. Pref. de Luiz Busatto. 220 [?] p.
Sonetos (Reunião). Rio de Janeiro: Edições Galo Branco, 1998. Capa com retrato a óleo por Marcelo Batista. Pref. do Autor. Orelha de Fernando Py. 114 p.
Casa de Vidrio. Salamanca: Luso-Española de Ediciones, 1999. Trad. de Gastón Figueira e Dardo Eyherabide. Pref. de Ángel Marcos de Dios. Capa de Ana Maria Barbero Franco. Foto de M. Rosário. Nota do Autor. 134 p.
50 Poemas Escolhidos pelo Autor. Rio de Janeiro: Galo Branco, 2003. Orelha do editor. 116 p.
Teologia de bolso. Joinvile: Sucesso Pocket, 2005. Seleção e introdução de José Fernandes. 120 p.
Lugares imaginários. Antologia bilíngüe: português-búlgaro. Sófia: Universidade do Algarve, 2005. Seleção e prefácio de Petar Petrov. 176 p.
A SAIR: Antologia poética em francês, inglês, italiano, alemão, romeno e catalão.



Livros de Ensaios
Goiás e Literatura - A Poesia de Leo Lynce e o sentido simbolista da obra poética de Erico Curado. Goiânia: Escola Técnica de Goiânia, 1964.
A Poesia em Gotas. Goiânia  Imprensa Universitária da UFG, 1964. Prêmio Universidade Federal de Goiás. 2a. ed., Goiânia  UFG, 1982. I vol. dos Estudos Goianos.
O Conto Brasileiro em Goiás. Goiânia  Departamento Estadual de Cultura, 1969. Menção Honrosa do PEN Club de São Paulo (1970). III vol. dos Estudos Goianos.
La Poesía Brasileña en la Actualidad. Trad. de Cipriano C. Vitureira. Montevidéu: Editorial Letras, 1969.
Drummond - A Estilística da Repetição. Rio de Janeiro: José Olympio, 1970.Coleção Documentos Brasileiros. Prêmio Silvio Romero, da Academia Brasileira de Letras (1970); 2a. ed., José Olympio, 1976; 3a. ed., São Paulo: Experimento, 1997.
Vanguarda Européia e Modernismo Brasileiro. Rio de Janeiro: Vozes, 1972; 3a ed., revista e aumentada, 1976; 10a. ed., Rio de Janeiro: Record, 1988; 15a. ed., Vozes, 1998.
Camões e a Poesía Brasileira. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa /MEC-DAC, 1973. Prêmios: IV Centenário de Os Lusíadas (1972); Fundação Cultural do Distrito Federal, do VIII Encontro Nacional de Escritores, Brasília (1973) e Menção Honrosa do Instituto Nacional do Livro (1974); 2a.ed., São Paulo: Quíron / INL, 1976; 3a. ed., Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1979; Coleção Biblioteca Universitária de Literatura Brasileira,4a. edição. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1999, acrescido de O Mito Camoniano na Língua Portuguesa.
A Retórica do Silêncio. São Paulo: Cultrix / INL, 1979; 2a. ed., com o título de Retórica do Silêncio, Rio de Janeiro: José Olympio, 1989.
Estudos de Poesía Brasileira. Coimbra: Almedina, 1985.
Se souberas falar, também falaras (Antologia de Gregório de Matos). Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 1989.
A Crítica e o Romance de no Nordeste. Rio de Janeiro: Atheneu Cultural, 1990.
A Crítica e o Princípio do Prazer. Goiânia  Imprensa Universitária, 1995. 11 vol. dos Estudos Goianos.
A Escrituração da Escrita. Petrópolis: Vozes, 1996.
Inéditos: Teoria do Conto; História da Literatura: Modelos e Modelagens; e Vanguarda Latino-americana, este juntamente com I Claus Mulller-Bergh, a sair em Madrid, pela Ibero-americana.
Estudos de Poesia Brasileira. Coimbra: Almedina, 1985. Pref. do Autor.386 p.
A Crítica e o Romance de 30 no Nordeste. Rio de Janeiro: Atheneu Cultural, 1990. Orelha de Pedro Paulo Montenegro.136 p. Publicado inicialmente em O Romance de 30 do Nordeste. Fortaleza: Universidade Federal do Ceará, 1983. Organização de Pedro Paulo Montenegro. 212 p.
A Crítica e o Princípio do Prazer. Goiânia: UFG, 1995. Estudos Goianos, v. III. Óleo por: Waldemar Dias da Cunha. Capa de Laerte Araújo Pereira. 446 p.
A Escrituração da Escrita. Petrópolis: Vozes, 1996. 2ª ed. Idem, 2001.440 p.
Intenções de Ofício (Depoimento sobre Poesia). Florianópolis: Museu / Arquivo da Poesia Manuscrita. 1998. [ 20 p].
Vanguardia Latinoamericana. Co-autoria de Klaus Müller-Bergh (University of Illinois at Chicago). Madri: Iberoamericana, 2000. 5 v. Capa de Carlos Pérez Casanova. Já saíram os Tomos I [México y América Central], 2000, 360 p.; tomo II [Caribe. Antillas Mayores y Menores], 2002, 286 p.; tomo III [Venezuela e Colombia], 2004, 270 p.; IV [Equador, Peru e Bolivia], 2005, 352 p.
Contramargem. Rio de Janeiro: Loyola / PUC-Rio, 2002. Prêmio Juca Pato (Intelectual do Ano 2002), 376 p.
Sortilégio da criação. Discurso de posse e de recepção [Nelson Mello e Souza] na Academia Brasileira de Filosofia. Rio de Janeiro: Edições Galo Branco, 2005. 76 p.
Contramargem — II, Goiânia: PUC-GO.
Discursos Paralelos. Seleção de prefácios escritos pro GMT., Goiânia, 2011..
Memórias Entrevistas. Em organização.


( Fonte  Wikipédia )

ENCONTRO CATARINENSE DE ESCRITORES DA ASSOCIAÇÃO CONFRARIA DAS LETRAS- ALGUMAS FOTOS














































Primeiro Encontro Catarinense de Escritores - Associação Confraria das Letras / Saiba mais

A LITERATURA CATARINENSE TERÁ UM DIA ESPECIAL EM JOINVILLE

No dia 09 de novembro Joinville vai se tornar a capital da literatura no Estado. O 1º Encontro Catarinense de Escritores, organizado pela Associação Confraria das Letras, vai reunir 10 autores com destacada atuação nas áreas de literatura, pesquisa e cultura. As cidades de Blumenau, Florianópolis, Itajaí, Jaraguá do Sul e São Francisco do Sul, além de Joinville, estarão representadas no evento através dos convidados especiais. Participantes de outros municípios já confirmaram inscrição. 

A programação principal abre com um ciclo de palestras com a presença do poeta e crítico literário Gilberto Mendonça Teles, nome de referência em estudos sobre o modernismo e a vanguarda na poesia brasileira. Vindo do Rio de Janeiro, Teles vai ministrar o tema “O (Des)Limite da Poesia”. As palestras “Desafio Institucional da Literatura em Santa Catarina”, da presidente do Conselho Estadual de Cultura, Mery Garcia, e “Rumos Novos da Literatura Infantojuvenil”, da professora e pesquisadora Sueli De Souza Cagneti, completam a primeira parte do evento. 

Durante a tarde, o painel “Panorama da Literatura Catarinense – Oportunidades e Desafios” promove um debate com os escritores Alcides Buss, Carlos Adauto Vieira, Joel Gehlen, Jura Arruda e Urda Alice Klueger, além do ator Leone Silva, presidente da Fundação Cultural de Jaraguá do Sul, sob mediação do cronista Donald Malschitzky. A programação se encerra com o lançamento da 4ª edição da coletânea “Letras da Confraria”, publicação que reúne periodicamente textos dos membros da Associação Confraria das Letras. 

De acordo com o escritor David Gonçalves, presidente da associação, a expectativa é de reunir mais de cem participantes nesta primeira edição do encontro, que já nasce com a proposta de se tornar um evento fixo no calendário cultural da cidade. “Queremos tornar o evento uma referência para Joinville e para o Estado”, frisou, destacando que há cerca de 15 anos não se realiza um encontro deste tipo em Santa Catarina. 

"Há tempo não se realiza um encontro desta natureza", afirma David Gonçalves. "O ato de escrever é por natureza muito solitário e isso acaba deixando o escritor numa espécie de gueto literário. A ideia é reunir essa gente enormemente criativa e dar vaza à criatividade, acendendo o fogo no panelão da criatividade. Quem ganha com isso? A Literatura Catarinense. existem academias aqui, acolá, mas quase todas regionalizadas, com olhar para o próprio umbigo. Queremos quebrar essas barreiras!"

O 1º Encontro Catarinense de Escritores acontece no Auditório Alfredo Salfer, no Centreventos Cau Hansen, se estendendo das 9 às 18h. O encontro tem apoio da Biblioteca Pública Municipal Rolf Colin, da Fundação Cultural de Joinville e da Confraria do Escritor. As inscrições estão abertas e podem ser antecipadas pelos telefones (47) 3427-5366 ou (47) 9119-3832, ou ainda no dia, no local do evento, ao custo de R$ 20 por participante. A participação apenas no lançamento da coletânea "Letras da Confraria" é gratuita. 

SERVIÇO
1º Encontro Catarinense de Escritores
Da Associação Confraria das Letras de Joinville
Data: 09-11-2013
Local: Auditório Alfredo Salfer
Centreventos Cau Hansen – Av. José Vieira, 315 - Centro
Inscrições: (47)3427-5366 / (47) 9119-3832 – com Sílvio Vieira

Informações: David Gonçalves – (47) 3425-1925 / (47) 9974-7080

Programação:
9h45 – Inscrições – R$ 20 (por participante)
10h – Abertura do Encontro
10h15 – “O (Des)Limite da Poesia” – Gilberto Mendonça Teles
12h – Almoço
14h – “Desafio Institucional da Literatura em Santa Catarina” – Mery Garcia
14h30 – “Rumos Novos da Literatura Infantojuvenil” – Sueli De Souza Cagneti
15h – Intervalo
15h15 – Painel “Panorama da Literatura Catarinense – Oportunidades e Desafios”, com os escritores Alcides Buss, Carlos Adauto Vieira, Joel Gehlen, Jura Arruda, Leone Silva, Urda Alice Klueger e Donald Malschitzky (mediador)
17h15 – “Agentes de Leitura” – Fundação Cultural de Joinville
17h30 – Lançamento da 4ª antologia “Letras da Confraria”
18h – Encerramento

PALESTRANTES E PAINELISTAS

Gilberto Mendonça Teles

Poeta, ensaísta e conferencista, foi professor titular de Literatura Brasileira na PUC-Rio por mais de 30 anos e em diversas universidades estrangeiras, no Uruguai, Portugal, França, Estados Unidos e Espanha. Com mais de 30 livros publicados, sua poesia e seus ensaios críticos são hoje de leitura obrigatória nas universidades. Entre eles, se sobressaem “Pássaro de pedra”, “A raiz da fala”, “Álibi”, “Plural de nuvens”, “Drummond: a estilística da repetição”, “Vanguarda europeia e modernismo brasileiro”, “Camões e a poesia brasileira” e “Retórica do silêncio”. Natural de Bela Vista de Goiás, reside no Rio de Janeiro-RJ. 

Mery Garcia
Presidente do Conselho Estadual de Cultura e responsável pela elaboração do Plano Estadual do Livro, Leitura e Literatura, no âmbito do governo estadual. 

Sueli de Souza Cagneti
Titular na Universidade da Região de Joinville, é mestre em Literatura pela UFSC e doutora em Letras e Literatura Portuguesa pela USP, com pós-doutorado pela Università per Stranieri di Perugia, na Itália. Coordena e escreve a coleção “Livro dos livros: resenhas do Prolij”. Autora de “Livro que te quero livre” (Werner Zotz), “Literatura infantojuvenil – história e estórias”, “Literatura infantojuvenil e suas possibilidades em sala de aula”, “Leitura em contraponto – novos jeitos de ler”, “Literatura infantojuvenil – diálogos Brasil-África” (Kleber Fabiano da Silva) e “Trilhas literárias indígenas” (Alcione Pauli). Foi premiada com o Selo Sala de Leitura, pela FAE (Fundação de Assistência ao Estudante) em 1989, e com o Prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), na categoria Melhor ensaio - Setor de Literatura Infantil e Juvenil, em 1986. 

Alcides Buss
Mestre em Literatura Brasileira, poeta, co-fundador da revista Cordão, professor da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), foi diretor da Editora da UFSC e presidiu a Associação Brasileira de Editoras Universitárias e a União Brasileira de Escritores-SC. Tem mais de 20 títulos publicados, entre eles “O homem e a mulher”, “Contemplação do Amor”, “O homem sem o homem”, “Pomar de palavras” e o ensaio “Cobra Norato e a especificidade da linguagem poética”. Seu mais recente livro “Janela para o mar” ganhou o prêmio Fernando Pessoa, concedido pela UBE (União Brasileira de Escritores). 

Carlos Adauto Vieira
Cronista, contista e advogado, é vice-presidente da Academia de Letras e Artes de São Francisco do Sul. Autor de “Saborosas histórias curtas”, “Europa sem programa” e “Contos & crônicas”. Durante décadas publicou suas crônicas no jornal A Notícia, sob pseudônimo de Charles D’Olengèr. Foi, também, co-fundador do grupo Cordão. 

Donald Malschitzky
Cronista e consultor de empresas, publicou “Cabeças de vento”, “Grafite”, “Flechas” e “Pequenas histórias de São Bento” (memória oral de personagens de São Bento do Sul). É membro da Academia de Letras e Artes de São Francisco do Sul e cronista do jornal Notícias do Dia. 

Joel Gehlen
Cronista, editor e jornalista, é diretor da Fundação Cultural de Joinville. Publicou “Outono do meu tempo” e “15 anos de dança” (história do Festival de Dança de Joinville). “Chuva sobre Sarajevo”, uma coletânea de crônicas, é sua mais recente obra. A crônica de Joel Gehlen escapa do conceito tradicional do simples olhar sobre um pedaço de realidade e adentra pela memória que só pode ser proclamada por aquele que viveu e sentiu o que vai sendo descrito ou narrado. 

Jura Arruda
Cronista, roteirista e publicitário. Autor dos livros “Fritz, um sapo nas terras do príncipe” e “Uma árvore que dá o que falar”. Para o teatro escreveu “Uma festa para Eulália”, “Vontade de ser mulher” e “Nós (e um laço)”. Desde 2008 tem crônicas publicadas semanalmente no jornal Notícias do Dia. 

Leone Silva
Ator e diretor de teatro, está na presidência da Fundação Cultural de Jaraguá do Sul. É integrante do Grupo de Teatro GATS de Jaraguá do Sul há 22 anos e foi presidente da Fecate (Federação Catarinense de Teatro) e Articulador do Ministério da Cultura em Santa Catarina para a II Conferência Nacional de Cultura. Presidiu a Comissão de Organização do 1º Edital Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura, de Santa Catarina. 

Urda Alice Klueger
Romancista e editora, faz parte da ACL (Academia Catarinense de Letras). Tem extensa obra publicada, entre “Verde vale”, “As brumas dançam sobre o espelho do rio”, “No tempo das tangerinas”, “Sambaqui” e “O povo das conchas”. Em seus três primeiros livros, refaz a história da colonização do Vale do Itajaí, vista de dentro, através do viver simples e comum do menor grupo social: a família.

Associação da Confraria das Letras

 
 

 “Desconheço liberdade maior e mais duradoura do que esta do leitor ceder-se à escrita do outro, inscrevendo-se entre as suas palavras e os seus silêncios. Texto e leitor ultrapassam a solidão individual para se enlaçarem pelas interações. Este abraço a partir do texto é soma das diferenças, movida pela emoção, estabelecendo um encontro fraterno e possível entre leitor e escritor. Cabe ao escritor estirar sua fantasia para, assim, o leitor projetar seus sonhos.
    As palavras são portas e janelas. Se nos debruçamos e reparamos, nos inscrevemos na paisagem. Se destrancamos as portas, o enredo do universo nos visita. Ler é somar-se ao mundo, é iluminar-se com a claridade do já decifrado. Escrever é dividir-se.
   Cada palavra descortina um horizonte, cada frase anuncia outra estação. E os olhos, tomando as rédeas, abrem caminhos, entre linhas, para as viagens do pensamento.”

Bartolomeu Campos Queirós

ATENÇÃO, QUERIDOS ALUNOS! CONTEÚDOS PARA O EXAME! PREPAREM-SE PARA QUE NÃO CAIAM, ALÉM DOS CONTEÚDOS, MUITAS LÁGRIMAS! RSRSRSRS


6º Ano: adjetivo, locução adjetiva; dígrafos, encontros consonantais; encontros vocálicos: ditongo, tritongo, hiato; descrição física/psicológica; foco narrativo, tipo de narrador; espaço físico/temporal; discurso direto/indireto; pronomes; tempos verbais; locuções verbais: verbo auxiliar/principal; formas nominais do verbo; advérbios,interpretação de texto.

7º Ano: sujeito: tipos, núcleo; predicado: tipos, núcleo; adjunto adnominal; adjunto adverbial; predicação verbal; complementos verbais: objeto direto/indireto; predicativo do sujeito; locuções verbais; formas nominais do verbo; foco narrativo, tipo de narrador; espaço físico/temporal; discurso direto/indireto; verbos irregulares; advérbios, locuções adverbiais, interpretação de texto.

8º Ano: predicação verbal; complementos verbais; vozes verbais; aposto e vocativo; período composto por coordenação: orações sindéticas e assindéticas; período composto por subordinação: subordinadas adverbiais, substantivas, adjetivas; foco narrativo, tipo de narrador; espaço físico/temporal, interpretação de texto.


9ªº Ano: orações coordenadas; colocação pronominal; concordância verbal e nominal; regras de acentuação; figuras de linguagem; estrutura das palavras; processos de formação das palavras; foco narrativo, tipo de narrador; espaço físico/temporal, interpretação de texto.

PROMESSA DE VIOLEIRO - LETRA / RAUL TORRES


Fruta madura que cai
Na "arvre" deixa o engaço
Eu também quando morrer
Quero deixar o que eu faço
Vou deixar minhas modinhas
Todas feitas num compasso
Pra depois da minha morte
Os invejoso não dizer que eu fiz fracasso


Vou deixar moda sentida
De amor, de beijos e abraços
Falando da minha vida
Vou contar esse pedaço
Já quiseram me matar
Por inveja, com balaço
Eu sou que nem boi arisco
Não sai do mato
Pra não cair no laço


Eu gosto do mês de agosto
Que tem tarde de mormaço
Eu pego a minha viola
E nas moda dou um repasso
O meu pinho é de primeira
Não "faio" os dedo nos traço
Que eu canto em qualquer altura
Eu canto bom
Meu peito não tem cansaço


Meu ranchinho é pequenino
Nele não tem muito espaço
As paredes são de taipa
Misturada com bagaço
A minha cama é de couro
Dos bicho que eu mesmo caço
Rancho puro sertanejo
Mas ele é meu
Não tem ferro, não tem aço