Resposta:
desprevenido
lasanha
baliza
estender
paralisar
xingar
marceneiro
jiló
simplesmente
hortênsia
ansioso
excelente
companhia
assessor
aerossol
bandeja




Chamamos de frase todo enunciado que não apresente um núcleo verbal, mas que atenda a uma necessidade comunicativa, sobretudo em situações específicas.

Quando estudamos a sintaxe, área da linguística que estuda as relações estabelecidas entre os elementos de uma oração, aprendemos que o verbo é a premissa fundamental para a análise sintática, pois é a partir dele que conseguimos identificar e classificar os demais elementos de uma oração. Contudo, apesar da importância gramatical do verbo, existem enunciados que não apresentam um núcleo verbal em sua constituição, mas que nem sempre são destituídos de sentido. A esses enunciados sem o núcleo verbal damos o nome de frase.

A ausência do núcleo verbal não impede que a comunicação seja realizada, prova disso são as frases que exprimem um acontecimento, sentimento etc. O principal objetivo da linguagem é estabelecer comunicação, sendo assim, as frases, ao contrário das orações, não são proferidas em um contexto comunicacional mais elaborado, mas em situações específicas, embora sejam dotadas de elementos que permitem seu entendimento.

Para melhor ilustrar o conceito de frase, observe a imagem a seguir:

As frases são enunciados sem núcleo verbal, emitidas em circunstâncias comunicativas específicas

Nas imagens da tirinha “Mafalda”, do cartunista Quino, existem enunciados sem núcleos verbais. A personagem utilizou frases como Viva a pátria! Basta! Abaixo a liberdade de imprensa! Meu Deus! Que responsabilidade! (esta última dita por outra personagem) em momentos em que a comunicação não foi estabelecida em sua plenitude. Contudo, são unidades de sentidos capazes de transmitir uma informação, pois podemos interpretá-las ao estabelecermos proximidade com as possíveis orações nas quais poderiam estar expressas.

Podemos dividir as frases em dois tipos: unimembres e bimembres. As frases unimembres são os tipos nos quais empregamos as interjeições e, por esse motivo, são consideradas as mais simples do ponto de vista gramatical. É importante ressaltar que outras palavras podem assumir o papel da interjeição quando a elas atribuímos uma função apelativa. Observe alguns exemplos:

Psiu!

Viva a pátria!

Basta!

Cuidado!

Socorro!

As frases bimembres podem ser compreendidas quando parafraseamos seu conteúdo para uma oração de estrutura regular, embora ofereçam resistência à flexibilidade sintagmática. Possuem uma dimensão rítmica e são frases sentenciosas e de nível genérico. Estão amplamente inseridas no discurso oral e escrito, conferindo sentido de leveza e até mesmo de humor. Observe os exemplos:

Casa de ferreiro, espeto de pau.

Tal pai, tal filho.

Em nosso estudo sobre as frases, não podemos esquecer que as placas de trânsito, quando constituídas de sinalização verbal, assim como rótulos e letreiros de estabelecimento, também são tipos de frases.

As placas, rótulos e letreiros apresentam enunciados dotados de informação e, por esse motivo, são considerados tipos de frases

Na modalidade oral, a frase é caracterizada pela entoação, podendo ser acompanhada de gestos e complementada pela situação comunicativa em que o falante se encontra. A entoação é um elemento muito importante que pode assegurar que a frase seja compreendida, satisfazendo assim uma necessidade expressiva.

http://www.portugues.com.br/gramatica/frases.html
Dança!

Espiando da janela a moça pálida,
Contempla a belezura da noite,
Da mansa brisa cálida que se espalha,
No rosto magro, a carícia do açoite.

No rodopiar de imaginária valsa,
Enamorado baila seu coração,
E nos braços do bem-amado,
A volúpia disfarçada,
Dão-se, os amantes, as mãos.

Dança, moça pálida, dança!
Dança que a noite é toda tua
E despudorada lua bela e cheia,
A ti, mostra-se nua!

Odenilde Nogueira Martins
Conceitos

Criando e ignorando conceitos,
Vivendo feitos e desfeitos,
Aos tropeços levo a vida,
Como posso, lutando do meu jeito.

Amo o amor, que fazer?
Perdoa se não te amo direito,
Só posso te amar assim,
Pela metade, ama-me!
Esse é o meu jeito.

A despeito de todos os males,
Emendo e remendo,
Pontas amarro,
Nós, desamarro?
Nós, eu e você, com “nós”,
Eu me atrapalho.

Entre escolhas e consequências,
No equilíbrio, desequilibro-me,
Ir e vir,
Volta, revolta.
Partir ou ficar?
Não sei... Não sei.

Criando e ignorando conceitos,
Vivendo feitos e desfeitos,
Aos tropeços levo a vida,
Como posso, porfiando do meu jeito.

Odenilde Nogueira Martins

Resposta:
1. causa 2. companhia 3. condição 4. dúvida 5. finalidade 6. instrumento 7. intensidade 8. lugar 9. modo 10. negação 11. tempo 12. assunto 13. afirmação 14. concessão 15. meio

Os prostíbulos nazistas

Por Rainer Sousa

No auge do nazismo, vários estudos científicos foram incentivados no intuito de se provar a superioridade da raça ariana sobre os demais povos do planeta. O reconhecimento das características e potencialidades do corpo foi um dos campos em que o nazismo tentava sustentar logicamente as suas teorias. A esse respeito, sabemos que todo esse interesse acabou produzindo teorias equivocadas que não se restringiam somente ao povo alemão.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Heinrich Himmler, o mais importante chefe de segurança do Estado Nazista, incentivou a criação de prostíbulos no interior dos campos de concentração. Por meio da exploração sexual, o dirigente nazista criou um sistema de bonificação que cedia a companhia de prostitutas aos homens encarcerados. Segundo o próprio Himmler, o ato sexual teria uma enorme capacidade de revigorar o trabalhador e ampliar a sua produtividade.

Para criar esses bordéis nos campos de concentração, os membros da SS agenciavam várias estrangeiras acusadas de se voltar contra o regime nazista. Entre as recrutadas também haviam as alemãs consideradas “antissociais”, como desempregadas, pedintes e alcoólatras. A promessa inicial era de que elas se submeteriam ao trabalho sexual por apenas seis meses e depois seriam libertadas. Entretanto, uma vez cooptadas, ficariam ali por muito mais tempo que o combinado.

De acordo com o pesquisador Robert Sommer, a aposta nos bordéis teve início no campo de concentração de Mauthausen, em 1942. Em pouco tempo se estendeu também para os campos localizados em Dachau, Sachsenhausen, Ravensbrueck, Buchenwald e Auschwitz. Ainda em 1945, ano em que os alemães já não tinham qualquer poder de reação militar, um último prostíbulo fora criado em Mittelbau-Dora, local onde ficava um polo de fabricação dos foguetes V2.

Apesar de ativos, os bordéis nazistas eram alvo de um rígido processo de controle e utilização. Os guardas da SS, os prisioneiros de guerra russos e os judeus não poderiam desfrutar das trabalhadoras sexuais sob nenhuma hipótese. Além disso, o trabalhador encampado que tivesse esse direito somente poderia ter a companhia de uma prostitua que fosse da mesma nacionalidade. Deveras, podemos ver que os ideias de pureza e segregação racial também se estenderam a essa lastimável prática dos nazistas.

http://www.historiadomundo.com.br/idade-contemporanea/os-prostibulos-nazistas.htm

Rimas Pobres, Ricas e Raras


Dependendo da escolha das palavras, as rimas podem se apresentar sob diferentes aspectos – fato que as classifica como pobres, ricas e raras (ou preciosas). Assim, vejamos: 

Rimas pobres 

Consideram-se assim em virtude da escolha de palavras pertencentes à mesma classe gramatical, como é o caso da poesia contida na própria imagem do texto, sob a autoria de Vinícius de Moraes, cujos fragmentos assim se apresentam: 

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto
[...]

Inferimos que os vocábulos “pranto/espanto” e “bruma/espuma” pertencem à classe dos substantivos. 

Rimas ricas 

Caracterizam-se como tal pelo fato de que a escolha das palavras se dá de forma variada, ou seja, os vocábulos que se fazem presentes pertencem a classes gramaticais distintas, como numa das criações de Olavo Bilac, intitulada A um poeta: 

A um poeta

Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha e teima, e lima, e sofre, e sua!

Mas que na forma se disfarce o emprego
Do esforço: e trama viva se construa
De tal modo, que a imagem fique nua
Rica mas sóbria, como um templo grego

Notamos que, bem ao estilo parnasiano, Bilac demonstra seu hábil manejo em combinar “rua/sua” = substantivo com pronome; “construa/nua” = verbo com adjetivo; “emprego/grego” = substantivo e adjetivo. 

Rimas raras ou preciosas 

As rimas raras são aquelas cujas palavras se constituem de terminações incomuns, não muito convencionais. Exemplo de tal ocorrência se manifesta numa das criações de Raul de Leoni, intitulada “Argila”: 
[...]

É tanta a glória que nos encaminha
Em nosso amor de seleção, profundo,
Que (ouço ao longe o oráculo de Elêusis)

Se um dia eu fosse teu e fosses minha,
O nosso amor conceberia um mundo
E do teu ventre nasceriam deuses...

Constatamos a semelhança de sonoridade entre “Elêusis / deuses”.