Preposições
Tanto se fala em flexões quando nos referimos às classes gramaticais, não é verdade? Pois bem, há que se mencionar acerca do fato de que algumas não compartilham desta característica, como é o caso das preposições. Tal aspecto as revela na condição de invariáveis, isto é, não se flexionam.
Assim como tantas outras, também exercem uma determinada função estando em meio a um enunciado linguístico, explícita em:
Todos os turistas são de Belo Horizonte.
Hoje não irei com você.
Este livro é do professor Carlos.
Atendo-nos a uma análise destes, constatamos que os termos em evidência tiveram por finalidade fazer aligação entre algumas palavras para que houvesse clareza mediante o discurso. Eis a função da classe ora em estudo.
Em se tratando da classificação, temos as chamadas preposições essenciais e as acidentais. Essenciais porque funcionam caracterizando-se basicamente como tal, representada por:
E acidentais pelo fato de que em algumas circunstâncias, certas palavras, mesmo oriundas de outras classes, acabam perdendo seu posto original e passam a exercer a função de preposição, assim representadas: como, conforme, segundo, durante, fora, exceto, dentre outras.
Exemplos:
Conforme solicitado, fizemos o trabalho. (conjunção conformativa)
Isso acontecera conforme o previsto. (preposição acidental)
Dentre outros aspectos, menciona-se o fato de que as preposições se unem a outras classes gramaticais por meio de ambas as possibilidades: por combinação e por contração. Na combinação não há alteração fonética, ou seja, os elementos apenas se ligam, dando origem a outro. Exemplificando, temos:
a (preposição) + o (artigo) = ao
a (preposição) + onde (advérbio de lugar) = aonde
Já na contração, esta junção se dá mediante a perda de fonemas, para que assim uma nova palavra seja formada, como podemos constatar em:
Fonte:http://www.portugues.com.br/gramatica/preposicoes.html#
Ariano Suassuna
Ariano Suassuna (1927-2014) faria aniversário hoje (16/6)! nascido na Paraíba, ele foi um importante escritor, poeta e dramaturgo brasileiro. Entre suas obras mais conhecidas estão “O Auto da Compadecida” (1955) e o “O Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta” (1971).

Exercícios de coesão textual com gabarito
Coesão textual – Tecendo a teia…
Texto para os exercícios 1 a 4
Na aurora dos anos sessenta, Júlio Cortázar anunciou o fim da leitura e o desaparecimento dos leitores, num mundo de tal forma saturado de escrita que os livros deixam de ser palavras que circulam: são só objetos que entulham o espaço.
É verdade que as leituras, ou ainda, as não-leituras de alguns nunca contribuíram tanto para que outros escrevessem: discursos de jornalistas, pedagogos ou políticos prescrevendo como salvar o que ainda pode ser salvo; discursos de historiadores, sociólogos e semiólogos analisando o que se lê, de que forma se lê ou não se lê, para compreender como se chegou a esse ponto. E mesmo quando procuram se distanciar de seu objeto, os trabalhos científicos sobre a leitura fazem parte dos universos que estudam. Quaisquer que sejam seus temas, métodos e conclusões, tais trabalhos constituem a maior prova de que o gesto de ler, indissociável do ingresso na modernidade cultural, perdeu sua transparente evidência.
Hoje, as grandes esperanças ligadas a uma divisão igualitária do ler parecem decepcionantes e os debates públicos soam como uma queixa unânime (“não se lê mais!”), denunciando uma moléstia social inaceitável que atinge tanto os grevistas iletrados e as crianças que fracassam na escola como os dirigentes de empresas das nossas sociedades técnicas.
Anne-Marie Chartier e Jean Hébrard. Discursos sobre a leitura – 1880-1980.
1. No parágrafo introdutório do texto, com quais recursos dissertativos os autores procuram envolver o leitor na discussão que apresentam?
2. Que tipo de argumentação alicerça o segundo parágrafo do texto? Com que finalidade?
3. Em que sentido o terceiro parágrafo apresenta coesão e coerência em relação aos anteriores?
4. Por quais razões podemos afirmar que o texto lido constitui uma dissertação clássica?
Instrução para os exercícios de 5 a 14
Corrija os erros de coesão que ocorrem nas frases que seguem.
5. “Conheci Maria Elvira, onde me amarrei.”
6. “Ele sempre foi bom, porém honesto.”
7. “Os alunos não entenderam todos os assuntos. Assuntos estes que foram aprofundados.”
8. “Todos querem uma vaga na USP, mesmo sabendo que a USP faz exames de seleção rigorosos.”
9. “Os artistas sempre foram marginais. Eles têm, às vezes, momentos de glória, mas eles sobrevivem por teimosia. Apesar de tudo – da fama e da decadência -, os artistas são uma espécie de espelho da sociedade.”
10. “Eles fugiam da polícia. A polícia foi mais rápida e prendeu eles.”
11. “Ele era escritor sério e ela era professora honesta e o poder cegou eles.”
12. “Há um grande número de pessoas que não entendem e não se interessam por política.”
13. “Lembrou-se que havia um bilhete. Bilhete este que desapareceu entre os velhos papéis da escrivaninha.”
14. “Fritz Muller preferia bacalhoada e Severina preferia feijoada. Ele, Fritz Muller, não sabia pedir e ela, Severina, não sabia obedecer.”
Gabarito dos exercícios de coesão textual
1. Os autores procuram envolver o leitor na discussão que apresentam, delimitando o tema e o ponto de vista a ser defendido: a crise da leitura no mundo moderno, associada à saturação da escrita.
2. No segundo parágrafo, com a finalidade de desenvolver as ideias apresentadas na introdução, os autores enumeram diversos discursos sobre leitura provocados exatamente pela falta de leitores e assim justificam por meio de exemplos a tese apresentada.
3. Na medida em que apresentam a conclusão, reafirmando a tese ou o ponto de vista apresentado e desenvolvido argumentativamente, os autores ao mesmo tempo retomam (coesão) e generalizam (coerência com o contexto dissertativo) suas afirmações.
4. Podemos afirmar que o texto lido constitui uma dissertação clássica porque ele se estrutura em três parágrafos, que apresentam a seguinte configuração: o primeiro parágrafo introduz o tema, delimitando o ponto de vista a ser defendido, no segundo aparecem os argumentos que o sustentam e, finalmente, no terceiro, há uma conclusão, que reafirma e generaliza o que foi colocado.
5. Conheci Maria Elvira, pela qual me apaixonei (ou à qual me liguei). Erros: emprego do conectivo (onde) e de impropriedade vocabular (amarrei).
6. Ele sempre foi bom e honesto. Erro: emprego do conectivo (porém).
7. Os alunos não entenderam todos os assuntos que foram aprofundados. Erros: emprego do anafórico e de repetição.
8. Todos querem uma vaga na USP, mesmo sabendo que ela faz exames de seleção rigorosos. Erro: repetição. Correção: uso do anafórico “ela”.
9. Os artistas sempre foram marginais. Têm, às vezes, momentos de glória, mas sobrevivem por teimosia. Apesar de tudo — da fama e da decadência —, são uma espécie de espelho da sociedade. Erro: repetição. Correção: Obter-se-ia a coesão por elipse do sujeito.
10. Eles fugiam da policia que os prendeu. Erro: repetição. Correção: emprego de anafóricos (gue e os).
11. Ele era escritor sério, e ela, professora honesta, mas o poder cegou-os (ou os cegou). Erros: repetição e uso inadequado do conectivo. Correção: elipse do verbo “ser”, uso do anafórico “os”, emprego correto do conectivo “mas”.
12. Há um grande número de pessoas que não entendem política e não se interessam por ela. Erro: emprego da mesma palavra relacional (preposição “por”) para verbos que regem preposições diferentes (erro de unificação regencial). Correção: explicitar a regência do verbo entender (rege objeto direto, nesse contexto), aproximar dele o termo “política” e retomá-lo depois com o anafórico “ela”, regido pela preposição “por” (obrigatória para ligar objeto indireto)
13. Lembrou-se de que havia um bilhete que desapareceu entre os velhos papéis da escrivaninha. Erros: o verbo “lembrar-se” rege preposição “de” (erro de emprego do conectivo), repetição (falta de anafórico). Correção: preposição “de” obrigatória e uso do anafórico “que”.
14. Fritz Muller preferia bacalhoada, e Severina, fejjoada. Aquele não sabia pedir, e esta não sabia obedecer. Erro: repetições desnecessárias. Correção: elipse do verbo “preferir” e uso dos anafóricos “aquele” e “esta”.
Fonte:http://maiseducativo.com.br/exercicios-de-coesao-textual-com-gabarito/
Os conectivos como elementos de coesão – uma análise minuciosa
Quando se trata do ato comunicativo, seja no âmbito da oralidade, seja no âmbito da escrita, um dos aspectos primordiais que o norteiam é a clareza da mensagem. Dessa forma, em se tratando da linguagem escrita, o texto não deve ser concebido como um emaranhado de palavras soltas e desconexas, mas sim de ideias justapostas entre si, de modo a formar um todo compreensível.
Aqui nos referimos à coesão, elemento básico e indispensável, o qual corrobora para que a compreensão se manifeste. Sendo assim, a coesão se constitui pelos recursos linguísticos responsáveis pela ligação que se estabelece entre os termos de uma frase, entre as orações de um período e que, consequentemente, colaboram para a formação de parágrafos harmonicamente bem construídos. Tais recursos são representados pelos conectivos, os quais se manifestam por intermédio das preposições (a, de, para, com), conjunções (que, enquanto, embora, mas, porém, todavia) pronomes (ele, ela, sua, este, aquele, o qual), advérbios e locuções adverbiais (aqui, lá, logo, antes, dessa maneira, aos poucos) e palavras denotativas (afinal, inclusive, senão, apenas, então, entre outras).
Partindo desses pressupostos, o presente artigo tem por finalidade analisar de forma criteriosa acerca de como funcionam esses elementos coesivos, de modo a fazê-lo(a) compreender perfeitamente como se dá todo o processo, a fim de que use tais elementos de forma consciente e adequada, sempre que necessário for. Sendo assim, vejamos:
* Embora, ainda que, mesmo que – Tais conectivos estabelecem relação de concessão e contradição, admitindo argumentos contrários, contudo, com autonomia para vencê-los. Observe o exemplo:
Embora não simpatizasse com algumas pessoas ali presentes, compareceu à festa.
* Aliás, além de tudo, além do mais, além disso – Conferem mais credibilidade aos argumentos, reforçando-os juntamente à ideia final. Constate:
O garoto é um excelente aluno, aliás, destaca-se entre os demais. Além de tudo é muito educado e gentil.
* Ainda, afinal, por fim – Incluem mais um elemento no conjunto de ideias retratadas, como também revelam mais um argumento a título de conclusão do assunto abordado. Note:
Não poderia permanecer calado, afinal, tratava-se de sua permanência na diretoria, e ainda assim pensou muito.
* Isto é, ou seja, quer dizer, em outras palavras – Revelam retificações, esclarecimentos ao que já foi exposto anteriormente. Como podemos constatar em:
Faça as devidas retificações, isto é, corrija as eventuais inadequações, de modo a tornar o texto mais claro.
* Assim, logo, portanto, pois, desse modo, dessa forma – Exemplifica o que já foi expresso, com vistas a complementar ainda mais a argumentação. Como expresso por meio do exemplo a seguir:
Não obteve êxito na sua apresentação. Dessa forma, o trabalho precisou ser refeito.
* Mas, porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto, não obstante – Estabelecem oposição entre dois enunciados, ligando apenas elementos que não se opõem entre si. Perfeitamente constatável em:
Esforçou-se bastante, contudo não obteve sucesso no exame avaliativo.
* Até mesmo, ao menos, pelo menos, no mínimo – Estabelecem uma noção gradativa entre os elementos do discurso. É o que podemos constatar em:
Esperávamos, no mínimo, que ela pedisse desculpas. Até mesmo porque a amizade dela é muito importante para nós.
* E, nem, como também, mas também – Estabelecem uma relação de soma aos termos do discurso, desenvolvendo ainda mais a argumentação ora proferida. A título de constatação, analisemos:
Não proferiu uma só palavra durante a reunião, mas também não questionou acerca das decisões firmadas.
Fonte: www.portugues.com.br




