Pés-vermelhos - adquira seu exemplar

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Desabafo

Rodrigo Janot falou em organização criminosa: Lula, Dilma, Palocci, Mantega, Gleisi, Edinho, Paulo Bernardo, Vaccari. Quem era mesmo o chefe da quadrilha? E os demais quadrilheiros? Que a Nação não permita que se safem! Vamos lá! Acorda, povo! Está na hora de deixar de lado qualquer ideologia partidária! O que se tem visto, não dá pra negar e acreditar em inocência! Inocentes são os que acreditam nessa corja! Pronto! Falei! Causa-me incredulidade ver gente defendendo essa gente! Hora de defendermos a nós mesmos!

Odenilde Nogueira Martins - 06/09/2017

Roda viva - crônica / Donald Malschitzky

Pelos cantos, às vezes entre temerosos sussurros, falcatruas, roubos, desaparecimentos, fortunas, subornos, códigos de silêncio são motivo de longas histórias, irreais aos olhos e ouvidos de ouvintes com dificuldade de mensurar o que significa a palavra “bilhões”, por exemplo.

Roupas feitas sob encomenda, brilhosos sapatos, cabelos bem aparados, viagens deslumbrantes, hotéis de luxo impensável, jantares de sonho, companhias dispostas e inacessíveis sequer aos sonhos dos cidadãos que respiram ares normais, esses pobres ares que estão aí, à nossa disposição. Cidadãos lembrados apenas como massa de manobra, consumidores e provedores. Bajulados pelos poderosos, às vezes, pois é preciso que existam aqueles que consomem e sustentam.

Amigos viram inimigos e inimigos viram amigos do peito, a depender das conveniências de momento ou de futuro, pois às vezes não vale a pena digladiar-se ou eliminar quem, no fundo, pode ser bem útil para seus propósitos. De qualquer forma, melhor tomar cuidado nesse ambiente pantanoso, repleto de traições e delações, pois quem já mudou de lado uma vez, pode fazê-lo novamente.

Estando do mesmo lado ou lados contrários, a forma de agir é sempre similar: aproveitam-se de comoções e desgraças, de necessidades não atendidas de quem se contenta com quase nada, e fazem fortunas incalculáveis, não importa quanto custam em miséria, doenças, vidas. Nada, para eles, merece respeito, e como instituições e empreendimentos foram construídos são apenas detalhes que não devem ser considerados.

São conhecidos e reconhecidos, mas sempre há multidões que os bajulam, admiram, riem de suas piadas sem graça, criam mitos, falam de suas fortunas com admiração e entusiasmo. Nunca falta quem os trate como heróis e não admite o que verdadeiramente são.

Manipulam autoridades, submetem juízes, compram testemunhas, saem ilesos e, quando condenados, culpam quem os condenou. Raramente são realmente presos e, quando isso acontece, muitas vezes, usufruem de mordomias impensadas. Da prisão, continuam a mandar e desmandar em suas redes criminosas.

Julgam-se intocáveis e onipotentes, e parece que o são mesmo.

Este é um resumo da trajetória do crime organizado na história da humanidade, mas não tem como evitar uma sensação bem brasileira e atual de “déjà vu”.

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O Muro de Berlim - Urda Alice Klueger

Em 1961, quando construíram o Muro de Berlim, eu tinha nove anos, e mal-e-mal sabia que Berlim ficava na Alemanha. Essas coisas de Alemanha dividida, de pós-guerra, de bloco capitalista e socialista, eram todas coisas das quais eu ainda não tinha consciência. Sabia, porém, como não podia deixar de ser, que a Alemanha havia sofrido muito durante a guerra, pois ouvia as inúmeras histórias das pessoas de Blumenau, que mandavam pacotes com comida e roupa para seus parentes do castigado país, e espantava-me ao saber que as roupas enviadas tinham que ser lavadas uma vez, para não parecerem novas, e outros detalhes assim, coisas que uma criança do pós-guerra, em Blumenau, sempre acabava ouvindo.

Havia, até, uma piada que eu achava engraçada e tétrica, que circulava nessa época, sobre a história de se mandar pacotes com comida para a Alemanha. Uma família escreveu para seus parentes de lá informando que seguia pelo correio (via navio) uma caixa com pó para pudim. Acontece que a avó da família, que vivia aqui em Blumenau, morreu. Ela sempre tinha pedido que, quando morresse, fosse cremada, e suas cinzas enviadas à Alemanha. A família cumpriu seu desejo: cremou a avó, colocou suas cinzas numa caixa, e enviou a mesma, via aérea, para a Alemanha. Seguiu uma carta, também, explicando que estariam chegando as cinzas da avó, só que tal carta se atrasou. Quando chegou a caixa com as cinzas, os parentes de lá acharam que era a caixa com o pó para pudim, e não deu outra: fizeram pudim com as cinzas da avó, comeram a avó. Piada sem graça que circulava em Blumenau na década de sessenta.

Pois bem, a Alemanha, para mim, ainda era aquela do pessoal que fez pudim com a avó, quando, um dia, na igreja, o padre falou sobre uma coisa estarrecedora: uma cidade fora brutalmente dividida por um muro que separara pais de filhos, irmãos de irmãos, amigos de amigos. Pintou as coisas com as piores cores (e as cores eram feias mesmo), e convidou o pessoal da missa para ir ver uma exposição fotográfica sobre o assunto, que passava pela cidade, e que estava exposta no nosso Teatro Carlos Gomes.

Um dia ou dois depois, aquilo ainda estava na minha cabeça, e avisei minha mãe que ia ver a exposição. Creio, hoje, que aquela foi a primeira vez que entrei no nosso imponente Teatro Carlos Gomes, que parecia muito mais imponente ainda por eu só ter nove anos.

Gente, eu não esqueci daquilo até hoje! Sem quem me orientasse na exposição (fora sozinha), devo ter passado horas e horas olhando aquelas fotos e lendo as legendas. Aquilo era muito mais chocante do que o padre falara: as imagens tinham uma força como eu não sabia, uma força que as décadas seguintes aproveitariam com força nos meios de comunicação, mas que, naqueles tempos de rádio, a gente ainda não conhecia.

Cruamente cruel, lá estava o muro tapando as janelas dos prédios, deixando os moradores sem luz. Sem disfarces, lá estavam as guaritas com os soldados armados, que vigiavam a faixa de cem metros, cheia de obstáculos, onde não se podia passar. Lá estavam os rolos de arame farpado, as armadilhas, o terreno minado. E, o que era pior para mim, lá estava o muro interrompendo as ruas – e se interrompessem a minha rua, e eu não pudesse mais ir para a escola, ou na casa da tia Fanny? A agressão daquelas fotos entrou na minha pequena alma de nove anos com toda a força: acho que foi a primeira vez que dei de cara, mesmo, com a crueldade. O padre já tinha falado que muitas pessoas estavam morrendo metralhadas, por lá, na tentativa de fugir para Berlim Ocidental, e minha imaginação fértil via as pessoas correndo sob o foco dos holofotes e sendo ceifadas por armas poderosas. O horror daquilo ficou indelevelmente marcado na minha vida. Creio que, quando saí de lá, senti alívio: Berlim era muito longe, numa remota Alemanha, país onde se comiam avós pensando-se que eram pudins – aquilo nunca aconteceria na minha pequena realidade de Blumenau.

Quase trinta anos depois, em 1989, quando o muro caiu, eu senti um alívio imenso. A minha angústia de 1961 vivera comigo todos aqueles anos. E eu exultei como os jovens alemães de 1989 exultaram, e, meses depois, vi um pedacinho de muro que um rapaz de Blumenau havia recebido como souvenir: ingênuo e inofensivo, o pedacinho de muro estava numa caixinha de jóias, apoiado sobre algodão. Não parecia ter aquele horror de 1961, mas eu sabia que tinha.

Urda Alice Klueger - Blumenau, 28 de junho de 1997.

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A garra de um Pé-Vermelho - cordel / Afonso de Sousa Cavalcanti

As energias de um grande escritor
Foram canalizadas com bom frescor,
Na exata criação de uma bela saga. 
Ele organizou louvores à terra vermelha
E buscou em sua alma aquela centelha
Que o Criador lhe deu nas horas vagas.

O sonho de Santônio de ser proprietário,
Carregou sua família a um novo cenário 
Para ela experimentar um novo labor.
Ao lado de Isabel e abraçado às crianças
Aquele pai olha os céus e vê esperanças,
Não importando com o infortúnio e a dor. 

A Quadrínculo já estava no mapa traçada
E as distâncias se venciam por estradas
Que ziguezagueavam em todas as direções. 
Surgia ali um cenário social, religioso e político,
Não podendo contar com um povo crítico,
Mas sim uma massa rendida por seduções.

A trama da saga da grande obra Pés Vermelhos
É de fato um modelo, um enorme espelho
Que o escritor David Gonçalves ao povo entrega.
No tecido das ideias, facilmente se vê o oprimido,
Pois o escritor argumenta e não quer alarido
Acerca da defesa do pobre que o rico esfrega.

O grande romance não poupa jagunços e valentões,
Não esconde a luxúria, a vaidade, o sexo e as paixões,
Ele vai fundo: filosofa, faz críticas ao certo e ao errado.
O analista da saga viaja no tempo e faz justiça social,
Enfrenta os poderosos e apresenta um trato igual,
Usa de sua sensibilidade e pelo diálogo é acompanhado.

Cafeicultores, trabalhadores, religiosos, comerciantes,
Todos os que formam a Quadrínculo são significantes,
Pois sem eles, sem as ações deles, não haveria a memória.
Gabriel não teria aparecido e se entusiasmado a escrever,
Bons e maus não viriam à próspera Quadrínculo para ser
Os personagens pés vermelhos apresentados na história.

E para findar e deixar o registro desse pretenso cordel,
Chamo os personagens históricos Santônio e Isabel
Que ajudaram na colonização do Estado do Paraná.
Então foi preciso dar nome a todos os personagens
Da obra Pés Vermelhos, uma riqueza de mensagens
Que o escritor renomado lapidou e hoje se nos dá.

Afonso de Sousa Cavalcanti - Mandaguari, 2 de setembro de 2017.
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30 livros obrigatórios para ler durante a vida, segundo a Amazon



A empresa de comércio eletrônico Amazon disponibilizou em seu site uma lista com 100 livros para ler durante a vida, que inclui publicações de diferentes gêneros e para todas as idades. A Bula refinou a seleção e escolheu, dentre os 100 títulos, 30 romances canônicos, que são absolutamente necessários. Além de verdadeiras obras-primas de seus autores, os livros são aclamados pelo público e pela crítica em todo o mundo. Entre eles, estão clássicos fundamentais como “O Grande Gatsby”, de F. Scott Fitzgerald; “O Apanhador no Campo de Centeio”, de J.D. Salinger; e “O Sol é Para Todos”, de Harper Lee. As descrições foram adaptadas das sinopses das editoras.

POR JÉSSICA CHIARELI


O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald

Publicado em 1925, “O Grande Gatsby” é um livro sobre a Era do Jazz, os anos prósperos e loucos que sucederam a Primeira Guerra Mundial. Depois de dois romances e vários contos de sucesso, Fitzgerald estava disposto a escrever algo novo, extraordinário, belo e simples. Não podia ter sido mais bem-sucedido. Com este livro, ele conquistou seu lugar entre os maiores escritores de seu tempo.
O Conto de Aia, de Margaret Atwood

O livro é ambientado em um futuro próximo e tem como cenário Gilead, um Estado teocrático e totalitário, localizado onde um dia existiu os Estados Unidos. Anuladas por uma opressão sem precedentes, as mulheres não têm direitos, e são divididas em categorias: esposas, marthas, salvadoras e aias. As aias são as que pertencem ao governo e existem unicamente para procriar.

O Estrangeiro, de Albert Camus

A trama é centrada nas desventuras de Mersault, condenado à morte por matar um homem a troco de nada. O protagonista leva uma vida banal, que sai do controle quando ele recebe, indiferentemente, a notícia da morte da mãe. Após descobrir a fatalidade, ele comete o crime, é preso e julgado. Todos os fatos são apresentados de uma maneira gratuita, sem sentido, apenas mais um homem arrastado pela correnteza da vida.

O Mundo se Despedaça, de Chinua Achebe

O romance é considerado o fundador da literatura moderna nigeriana. Ele narra a história de Okonkwo, guerreiro da etnia Ibo, estabelecida no sudeste da Nigéria, às margens do rio Níger. Com a chegada do colonizador branco — que traz consigo o cristianismo, uma nova forma de governo e a polícia — , os valores Ibo são abalados, e ocorre um choque de culturas.

A História Secreta, de Donna Tartt

Richard Papen é admitido na seleta Hampden, uma universidade frequentada pela elite norte-americana. Ele e outros cinco alunos são selecionados por um professor para se dedicarem ao estudo da Grécia Antiga. O grupo passa os fins de semana em uma antiga casa de campo, onde fazem discussões filosóficas regadas a muito álcool. Certa vez, o encontro termina em uma orgia cujo ponto culminante é um ato de violência.

Servidão Humana, de W. Somerset Maugham

“Servidão Humana” é um dos romances mais emblemáticos do século 20 e a obra-prima de Somerset Maugham. A narrativa é centrada em Philip Carey, que sai de casa em busca de uma carreira como artista em Paris. No entanto, seus planos são colocados em xeque quando ele se apaixona perdidamente por uma mulher. Em nome do desejo, ele aceita o desafio de abrir mão de sua dignidade para conquistá-la.

A Época da Inocência, de Edith Wharton

Vencedor do Prêmio Pulitzer de 1921, o romance destaca a inquietação da sociedade aristocrata nova-iorquina do fim do século 19 com a chegada da condessa Ellen Olenska. Ela retorna aos Estados Unidos após desfazer o casamento na Europa e se aproxima de Newland Archer, noivo de sua prima, a bela May Welland. Os dois acabam se apaixonando em uma época em que manter as aparências era mais importante que o amor e a felicidade.

O Complexo de Portnoy, de Philip Roth

Alexander Portnoy é um jovem e bem-sucedido advogado nova-iorquino, que tenta resolver seus problemas sexuais no divã de um psicanalista. O personagem discorre alternadamente sobre o passado — a infância, a adolescência dedicada à prática da masturbação e a tentativas frustradas de perder a virgindade — e sua vida atual — o relacionamento conflituoso com a amante, a separação e uma viagem a Israel.

Os Contos Escolhidos, de Alice Munro

A coleção reúne 28 contos marcados por humor e um poder emocional incomparável. Alice Munro conta a história de personagens singulares, como um caixeiro-viajante que leva seus filhos a uma viagem de última hora; e uma mulher abandonada que precisa escolher entre a sedução e a solidão. As tramas despretensiosas sucumbem o leitor a um encanto que não o permite desgrudar os olhos das páginas.

O Apanhador no Campo de Centeio, de J.D. Salinger

Originalmente publicado em 1951, “O Apanhador no Campo de Centeio” só alcançou o sucesso de público anos depois, apesar de bem recebido pela crítica. A trama é centrada no adolescente Holden Caufield, que narra as aventuras pela estrada até as ruas noturnas de Nova York, onde passa o fim de semana. A viagem não é apenas externa, mas, principalmente, pelo interior do jovem em um período crucial do seu desenvolvimento. O romance gerou bastante polêmica após acusações de que estaria estimulando o comportamento psicótico nos jovens. Especialmente após a morte de John Lennon, quando um exemplar da obra foi encontrado com o assassino do artista.

O Diário de Anne Frank

“O Diário de Anne Frank”, publicado originalmente em 1947, se tornou um dos relatos mais impressionantes das atrocidades e horrores cometidos contra os judeus durante a Segunda Guerra Mundial. A força da narrativa desta adolescente — que mesmo com sua pouca experiência de vida foi capaz de escrever um testemunho de humanidade e tolerância — a tornou uma das figuras mais conhecidas do século 20.

As Correções, de Jonathan Franzen

Jonathan Franzen, uma das revelações da literatura americana, conta uma saga contemporânea tragicômica, que vai de Nova York à Lituânia, e expõe dramas pessoais, crises conjugais e os conflitos que separam duas gerações de uma típica família dos Estados Unidos nos anos 1990. Sucesso de público e crítica, o romance recebeu o National Book Award 2001.

O Sol é Para Todos, de Harper Lee

Considerado um livro sobre racismo e injustiça, “O Sol é Para Todos” conta a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos, em 1930, e enfrenta represálias da comunidade racista. A trama é narrada pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça.

A Estrada, de Cormac McCarthy

Em um futuro não muito distante, o planeta encontra-se totalmente devastado. As cidades foram transformadas em ruína, as florestas se transformaram em cinzas, os céus ficaram turvos e os mares se tornaram estéreis. Os poucos sobreviventes vagam em bandos. Um homem e seu filho não possuem praticamente nada. Apenas cobertores puídos, um carrinho de compras com poucos alimentos e um revólver com algumas balas.

On The Road, de Jack Kerouac

Sal Paradise é o narrador de “On The Road”. Ele vive com sua tia em Nova Jersey, Estados Unidos, enquanto tenta escrever um livro. Em Nova York, conhece um andarilho chamado Dean Moriarty. Dean é cinco anos mais novo que Sal, mas compartilha o seu amor por literatura e jazz e a ânsia de correr o mundo. Tornam-se amigos e, juntos, atravessam os Estados Unidos, de New Jersey até a Costa Oeste.

Homem Invisível, de Ralph Ellison

“Homem Invisível” é a história de um jovem negro que sai do sul racista dos Estados Unidos e se muda para o Harlem, em Nova York, nos primeiros anos do século 20. Com o passar do tempo, entre experiências frequentemente contraditórias, o protagonista conhece um mundo muito diferente daquele que idealizou. Invisível para brancos racistas, e também para negros radicais, ele deseja apenas ser como é.

Lolita, de Vladimir Nabokov

“Lolita” é um dos mais importantes romances do século 20. Polêmico e irônico, ele narra o amor obsessivo de Humbert Humbert, um cínico intelectual de meia-idade, por Dolores Haze, Lolita, de 12 anos. Nabokov compôs a maior parte do manuscrito — que ele mesmo chamou de “bomba-relógio” — entre 1950 e 1953. Nos dois anos seguintes, ouviu recusas de várias editoras. O livro foi publicado apenas em 1955.

O Amor nos Tempos do Cólera, de Gabriel García Márquez

Ainda muito jovem, o telegrafista, violinista e poeta Gabriel Elígio Garciá se apaixonou por Luiza Márquez, mas o romance enfrentou a oposição do pai da moça, coronel Nicolas, que tentou impedir o casamento enviando a filha ao interior numa viagem de um ano. Para manter seu amor, Gabriel montou, com a ajuda de amigos telegrafistas, uma rede de comunicação que alcançava Luiza onde ela estivesse.

O Sol Também se Levanta, de Ernest Hemingway

“O Sol Também se Levanta” retrata os conflitos e frustrações dos norte-americanos e ingleses em Paris, após a Primeira Guerra Mundial. A trama é centrada em diferentes personagens: Jake Barnes, jornalista emasculado por um ferimento de guerra; Lady Brett Ashley, jovem viúva inglesa; Robert Cohn, escritor em busca de seu caminho; Mike Campbell, um playboy inglês; e Pedro Romero, um toureiro espanhol.

O Nome da Rosa, de Humberto Eco

Durante a última semana de novembro de 1327, em um mosteiro franciscano italiano, paira a suspeita de que os monges estejam cometendo heresias. O frei Guilherme de Baskerville é, então, enviado para investigar o caso, mas tem sua missão interrompida por excêntricos assassinatos. A morte, em circunstâncias insólitas, de sete monges em sete dias, conduz uma narrativa violenta, que atrai por seu humor, crueldade e sedução erótica.

A Sangue Frio, de Truman Capote

Com o objetivo de fazer uma reportagem sobre o assassinato do casal Clutter e seus dois filhos, ocorrido em 1959 na cidade de Holcomb, nos Estados Unidos, Truman Capote passou mais de um ano na região, entrevistando os moradores e investigando as circunstâncias do crime. Sem gravador ou bloco de notas, munido apenas de sua prodigiosa memória, Capote produziu um clássico do jornalismo literário.

Catch-22, de Joseph Heller

O clássico de Joseph Heller é ambientado na Segunda Guerra Mundial. Antibelicista e satírico, ele consagrou Joseph Heller no meio literário. A obra foi livremente inspirada nas próprias experiências do autor, que entrou para a United States Army Air Corps e aos 20 anos foi enviado para a Itália, onde voou em 60 missões de combate como bombardeador em um B-25.

Grandes Esperanças, de Charles Dickens

“Grandes Esperanças” é centrado em Pip, um órfão criado rigidamente pela irmã num lar humilde e disfuncional. Após herdar inesperadamente uma fortuna, ele rejeita a família e os amigos por se envergonhar da própria origem, e decide se mudar para Londres. Na nova cidade, ele conhece Estella, com quem deseja se casar. No entanto, a mulher rejeita seus sentimentos.

Os Filhos da Meia-Noite, de Salman Rushdie

Nascido à meia-noite de 15 de agosto de 1947, momento oficial da independência da Índia, Salim Sinai tem seu destino imbricado com a história do país. Um mar de aventuras fantásticas narradas no estilo irônico e exuberante de Rushdie. A obra rendeu ao autor o Booker Prize de 1981, e também o de 1993, que foi conferido ao melhor livro publicado durante os primeiros 25 anos do prêmio literário britânico.

Matadouro 5, de Kurt Vonnegut

O livro conta a enlouquecida, fantasiosa, sarcástica, engraçada, satírica, irônica e triste história de Billy Pilgrim, um americano médio e interiorano que passa a se deslocar no tempo e visita diversos momentos de sua própria vida. O ponto crucial da existência de Billy é o episódio em que ele — um soldado lutando na Segunda Guerra — é feito prisioneiro e vivencia o bombardeio da cidade alemã de Dresden.

Orgulho e Preconceito, de Jane Austen

A história é centrada no lar dos Bennet, família com não menos que cinco noivas em potencial: Jane, Elizabeth, Mary, Kitty e Lydia. Quando o sr. Bingley e o sr. Darcy, dois jovens distintos, chegam a Hert­fordshire, todas ficam em alerta: eles são solteiros, bonitos e, claro, donos de uma boa fortuna. O que poderia ser uma típica história de amor é, na verdade, um espetáculo de grandes personagens e diálogos sagazes.

Fahrenheit 451, de Ray Bradbury

O livro descreve um governo totalitário, num futuro próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instalados em suas casas ou em praças ao ar livre. A leitura deixou de ser meio para aquisição de conhecimento crítico e tornou-se apenas instrumental.

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