Arremansada - poema - Odenilde Nogueira Martins


Rios que correm e escorrem
Descem, sobem e fazem curvas
perseverantes, batem, rebatem
com águas, por vezes, turvas.

No contornar de obstáculos
arremansam-se, seguem faceiros
do pequeno fazem-se gigantes
ignorando insignificantes argueiros.

Assim quisera ser, arremansada
Seguir faceira, descendo, subindo, 
fazendo curvas
Imperceptível, me agigantando
Em águas, muitas vezes turvas.

Odenilde Nogueira Martins

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